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Junte-se à Campanha Setembro Amarelo

Tristezas são normais. Todas as pessoas no mundo tem dias difíceis, problemas para resolver, assim como sentimentos de cansaço, desânimo, entre outros. Mas você sabe reconhecer quando isso deixa de ser normal? Atentar-se aos sinais de distúrbios psicológicos precocemente salva vidas. Setembro é o mês onde a bandeira amarela é hasteada. Uma campanha para combater, a cada dia, o suicídio.

Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio por ano — sendo que 300 milhões sofrem com depressão, considerada uma das doenças mais incapacitantes do mundo e a segunda principal causa de morte entre os jovens, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS.

Em 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Sendo assim, desde 2014, no Brasil, esse foi o mês escolhido para exaltar a prevenção, a conscientização sobre as causas, além de motivar a todos sobre cuidar do próximo, seja um familiar, amigo ou qualquer pessoa que precise de ajuda. Ninguém está sozinho!

No Brasil, em média 32 brasileiros tiram suas próprias vidas diariamente e esse número só cresce. A taxa entre crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos aumentou 40%. Entre os 15 e 29 anos, o índice cresceu 33%.

Por dentro dos casos

A OMS ainda dá detalhes sobre o que leva as pessoas a cometerem um ato como esse, sem volta. Mais de 90% dos casos é devido a distúrbios mentais. São eles: depressão, transtorno de ansiedade, pânico, bipolaridade, entre outros.

Mas porque as pessoas desenvolvem esses transtornos? Não existe um pré-diagnóstico preciso sobre como são desencadeados. Algumas possibilidades como hereditariedade, predisposição, ganho de peso e, até mesmo, ovários policísticos podem ser os grandes vilões na saúde de muitas pessoas.

Identifique

Alguns sinais podem ser percebidos, não tão facilmente, mas é importante lembrar todos os dias a necessidade de olhar para o outro e como estender a mão pode ajudar aqueles que estão doentes.

Muitas pessoas sentem medo ou vergonha de expor os seus sentimentos. Estão feridas e têm receio de serem julgados. Isso impede um diagnóstico precoce e o tratamento pode ser mais longo do que o normal.

Saiba como identificar alguns sintomas:

Introspecção

Os jovens estão mais predispostos a desencadear esses problemas. Essa é a fase da socialização, onde os adolescentes, principalmente, estão “encontrando o seu lugar no mundo”, por assim dizer. É a idade, entre os 14 aos 18 anos, onde buscam pertencimento aos grupos, onde os seus sentimentos estão sendo descobertos, entre outras situações. Quando não se sentem parte disso, ou quando são atacados por suas diferenças – com bullyng, por exemplo – essas pessoas tendem a se fechar, a tentar esconder os seus sentimentos e sentirem-se inferiores, assim como milhões de outros acontecimentos que podem levá-los a essas condições. É aí que o perigo começa. Os pensamentos afloram e, nessa fase, tudo é mais intenso.

Além disso, nessa idade começam os romances, as primeiras desilusões amorosas e tudo vira uma bola de neve. Isso pode fazer com que se afastem da família, dos amigos tornando difícil o diagnóstico.

Mudanças de humor

Esse é um dos principais sintomas, as mudanças bruscas de humor. A irritabilidade se torna mais fácil, assim como a raiva e pensamentos negativos. Momento crucial para identificar a necessidade de buscar ajuda profissional. A tristeza é normal, a sua longa permanência não.

Perda de apetite e sono irregular

As alterações alimentares podem aparecer desde o começo dos distúrbios. Aqui existem duas variáveis: há quem perca o apetite total e aqueles que desenvolvem outro distúrbio que é a compulsão alimentar, quando se busca prazer na comida desencadeando diversos outros problemas.

O sono deixa de ser reparador assim como pode vir com força total. Importante lembrar que cada pessoa reage de uma forma, mas fica mais fácil quando há essa diferenciação e atenção.

Cansaço e desânimo

Sem forças físicas para realizar qualquer atividade, a pessoa que está doente terá grande dificuldade em reconhecer esses sinais. Ela vai querer ficar deitada, sem vontade de realizar pequenas atividades do dia a dia, entre outras.

Dificuldade de concentração

O cérebro passa por uma carga de pensamentos exaustivos durante o enfrentamento desses distúrbios. Sendo assim, diminui a sua capacidade de processar informações, de concentração e estudos.

Uma das complicações desse sintoma é a alteração na fala, nos movimentos e no processo cognitivo.

Pensamentos suicidas

Considerado o auge de todas as condições, os pensamentos contra a própria vida são os mais difíceis de identificar. As pessoas não vão assumir os seus pensamentos e, ainda que deem esse passo, não há como prever uma crise e uma tentativa de suicídio. E será irreversível.

Há diversas formas de driblar essa situação e salvar vidas. A primeira delas é o buscar sempre o diálogo. É procurar entender o que levou a vítima aquele estado e como você poderá ajudar para reverter o quadro. Seja num abraço, numa boa conversa, seja buscando orientação de psicólogos e psiquiatras. Busque sempre auxílio médico, e não esqueça de cuidar da sua própria saúde mental. Você precisa estar bem para ajudar.

Terceira Idade

Um dos assuntos que norteia esse tema é a depressão, também, na terceira idade. Diferente de todo um sistema de sentimentos como ansiedade, de falta de motivação, os idosos podem enfrentar a doença devido ao envelhecimento. Os problemas de saúde começam a pesar, assim como os esquecimentos e isso afetará o seu bem-estar mental, além disso, ainda é um tema difícil para o entendimento dos filhos, por exemplo, em como lidar. Desmitificar essa situação e conhecer mais sobre esse tópico é muito importante para tomar as medidas adequadas e diminuir os casos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2019, pessoas entre os 60 e 64 anos foram as mais afetadas pela depressão no País, 11% dos 11,2 milhões de brasileiros com esse diagnóstico.

Ao passo em que a atividade social dos idosos diminui, “sobra tempo”. Muitas vezes, os idosos estão acostumados a trabalhar durante toda a vida e, de repente, a rotina muda ao se aposentar, por exemplo.

Como mudar esse cenário?

Para quem está em volta dos idosos, é importante se mostrar proativo, generoso e compreensivo. É necessário paciência para entender essa nova etapa dos pais, dos avós e que eles também precisarão de atenção e diálogo.

Incentive a prática de exercícios físicos, boa alimentação, consultas médicas regulares. Acompanhe-os nesses processos, os deixe com sensação de amparo e de carinho.

Amor, carinho, respeito e compreensão são os principais remédios em qualquer fase da vida. Salve vidas, seja solidário! E caso seja você quem esteja apresentando sintomas, sentindo-se sozinho, procure ajuda. Saiba que você não está desamparado.

Entre em contato com o Centro de Valorização à Vida (Atendimento 24h, gratuito e sigiloso).

Esses distúrbios têm tratamento e a sua vida e de quem estiver ao seu redor pode ser muito mais leve se houver união.

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